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quarta-feira, 16 de maio de 2007

I Wonder...

Se (quase) todo o mundo, nomeadamente o mundo hetero, aposta na monogamia, porque é tão irrealista pensar o mesmo no mundo gay? Seremos nós mais realistas ou menos dispostos a assumir um compromisso a longo prazo? E por sua vez, serão eles mais utópicos ou terão mais fé uns nos outros?

Pergunto-me se a comunidade Lgbt pensará toda de igual forma. Bem sei que apesar de nos pintarem todos de igual forma, não somos homogéneos. Somos até bem diferente uns dos outros.

E isto prende-se com a questão principal - São os gays uma cultura? Ou pertencerão todos os seus membros a uma cultura ou sub-cultura?

Tenho dúvidas.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

When Sex is Really Dirty

Atenção: Este post não é aconselhável a cardíacos, pessoas com muita imaginação ou católicos praticantes (lol)


Vamos por partes:

1. Sexo é tabu. Sexo anal é tabu. Sexo entre dois homens é tabu. Sexo anal entre dois homens é muito muito tabu.
2. Como qualquer outro ser vivo na terra eu pratico sexo. Como talvez qualquer outro homem, eu gosto de sexo anal. Tal como todos os homossexuais masculinos, eu gosto de sexo anal com outros homens. E de certeza que tanto a heteros como a homossexuais, às vezes, acontecem complicações antes, durante e após o acto sexual.
3. E é disso que vos venho aqui falar hoje. De mais um problema que pode acontecer durante o sexo.
4. É preciso ainda esclarecer que considero que há um certo pudor na conversa sexual, especificamente na conversa sobre o sexo gay. E estranhamente entre gays. Eu, no entanto, tenho a sorte de estar rodeado de uma série de amigos e amigas cujo sexo é falado naturalmente, e às vezes com uma certa piada ou gozo. Isso talvez me tenha feito encarar as coisas de uma maneira simples, prática e descomplexada.

Posto esta sequência de ideias, aqui vai!:

Quando dois homens estão "prontos" para iniciar o acto sexual, estou a referir-me à penetração, existe alguma dificuldade para começar. Dificuldade que já aqui falei.
No entanto, surgem outras questões. A que vos venho aqui hoje falar é sobre a limpeza e higiente do ânus para preparação do sexo anal.
Muito tenho ouvido falar, durante longas conversas entre amigos (gays) e amigas (hetero), que já lhes aconteceu, durante o sexo anal, sujarem o parceiro. Alguns deles, principalmente elas, correram até mim a perguntar o que poderiam fazer, porque ficavam constrangidas.
Não me considero nenhum especialista no assunto, no entanto, sei porque vieram ter comigo: Não resisto a responder a uma boa questão.

Foi então que me pus a debruçar sobre o assunto. Até porque já nos tinha acontecido - a mim e ao meu namorado. E ficamos bastante constrangidos. No meu ponto de vista, o mais importante, se alguma vez acontecer é transmitir segurança ao parceiro. E falo tanto a um namorado, como a um one-night-stand. Não há coisa melhor do que a compreensão para lidar com estas situações. Afinal, estamos a partilhar, naquele momento uma íntimidade nossa com outrem.
Depois da questão posta por essa amiga, e após acontecerem umas vezes, começamos a ficar preocupados e questionamo-nos: Que soluções? Será que deveríamos ter um cuidado higiénico específico? Talvez usar um clister?
A nossa resposta é simples. Não há muito a fazer. Até porque não é uma questão de higiene! Não nos podemos esquecer que aquele local é, a nível primário, uma zona de evacuação das impurezas sólidas do nosso corpo, assim como os órgãos sexuais (leia-se pénis e vagina), são primariamente para evacuação das impurezas liquidas.

Logo, é preciso perceber, que se acontecer, é perfeitamente normal. E que a higiene que deve ser feita é a normal diária, no banho.
Depois destas conclusões, questionamos de novo: Mas será que não existe pelo menos alguma maneira de atenuar o problema? Foi então que começamos a fazer umas experiências.

Então as dicas são:

Primeiro, claro que podem fazer clisteres, mas senhores e senhoras, sejam realistas. Se eu fizer sexo 7 dias por semana, não vou fazer um clister diário, nem um clister semanal. Primeiro não é muito aconselhável, nem muito agradável. Sejam moderados. De vez enquanto até que pode ser, mas por rotina, não me parece muito lógico, nem muito natural. E quem já fez perceber-me-á.
Um clister, muito resumidamente "força" a saída de todas as impurezas no nosso intestino. Por isso cuidado, porque podem até ficar mais tempo do que estavam à espera na casa de banho(lol).
A segunda dica, é uma espécie de substituição do clister. Surgiu porque não somos adeptos dele. Depois de muito conversar, decidimos, que se pudéssemos, sempre antes praticar sexo anal iríamos à casa de banho evacuar e de seguida lavar-nos. Quando esta solução não é possível percebemos ainda outra coisa. Todos nós vamos à casa de banho pelo menos uma vez por dia. Assim sendo, se fizermos sexo anal antes da evacuação diária ter sido efectuada, o risco de acontecer algo menos próprio durante o sexo é maior do que se já tivermos ido à casa de banho.
Não esquecer ainda, que usar o preservativo é fundamental para a saúde tanto do activo como do passivo. Mas não somos ingénuos. Sabemos perfeitamente que muitos são os que praticam sem preservativo. E no que diz respeito a estes casos, só tenho dois conselhos a dar.

Primeiro: Se não tiverem ido à casa de banho, façam um favor a vocês próprios e usem um preservativo.
Segundo: Fiquem conscientes e alertados para o facto da taxa de infectados com o vírus da sida, na comunidade gay, estar a aumentar outra vez. Nomeadamente na geração que tem actualmente entre os 18 e os 26 anos. E não falo de um pequeno aumento. Falo de cerca de 5% no último ano (E desculpem-me se não estiver a ser fiel aos números). A ideia importante é: lá porque não vêm os vossos amigos gays a morrer, isso não significa que não aconteça a outros. Ou até que vos venha a acontecer.

Assim sendo, resta-me dizer novamente que a solução para todos os problemas está no seio do casal. E que os dois devem falar e debater os problemas que se apresentam, de modo a sentir uma maior segurança, confiança e mais facilmente tratar/resolver todas as barreiras que vos apareçam.
Com muito prazer me despeço,
sempre com preservativo,
Amaciador

terça-feira, 24 de abril de 2007

Gay Sex Positions

Uma das coisas que os gays mais gostam de alterar são as posições sexuais. Nós achamos que os gays, como opinamos no primeiro texto deste blog, são bastante criativos no que diz respeito ao sexo. Existem, no entanto variadíssimos problemas que são levantados por todos os homossexuais masculinos, quando estão com um parceiro na cama, ou quando pretendem estar.

A primeira questão de todas é: qual seria a melhor posição para começar a ter relações? Poderia consultar centenas de sites, centenas de livros e todos eles me dariam a sua opinião. Parece-me bastante mais interessante, relatar um pouco da minha(/nossa) experiência.

Tudo começou, quando um dia os pais dele não estavam em casa. Claro que já tinhamos tido outro tipo de experiências um com o outro. Experiências que nem sei se serão normais para iniciar as relações sexuais. Seja como for, durante cerca de uns três a quatro meses, a única coisa que eu e o meu namorado fizemos juntos, no que ao sexo diz respeito, foram: masturbar-nos um ao outro e masturbar-nos ao lado um com o outro (cada um a si portanto). E estas podem ser experiências bastante excitantes. Isto sem falar das imensas outras ideias, de preliminares, que pusemos em prática(excluíndo o felatio e o annilingus iniciados mais tarde).

Retomando a história.. Quando eu e o meu namorado, fizemos sexo pela primeira vez, a grande questão que surgiu, como somos os dois versáteis, foi: Quem assume que posição. Não foi fácil. Tinhamos, penso eu, os dois medo de assumir a posição de passivo, porque é relativamente mais fácil estar na posição de activo. Acabámos por ir tentanto de um lado e de outro. Para ver, o que acontecia. Acho que foi até uma maneira inteligente de fazer as coisas. Desta maneira, fomos estimulando o perímetro anal e eventualmente, um de nós acabou por ser penetrado.

Ora esse penetrado, fui eu. Pelo menos inicialmente. E o que verifiquei foi que, se tivesse eu o controlo da situação, que me doia menos a entrada do pénis e que uma vez penetrado não me doia mais porque controlava o ritmo e até onde iria. A melhor posição foi então o meu parceiro deitado e eu sentado de frente para ele. Isto porque o meu parceiro, apesar de ser bastante gentil, tinha uma certa de dificuldade em saber quando avançar ou quando não avançar.

Verdade seja dita, foi uma primeira experiência inacreditável. Não me doeu nada, primeiro porque na minha privacidade já tinha estimulado o meu anus, com os dedos, centenas de vezes enquanto me masturbava - porque me dava bastante prazer.
Foi no entanto, principalmente graças à utilização do KY e das cerca de 3 ou 4 horas que andamos às voltas na cama, com toda a paciência do mundo que tudo correu bem. Desde esse momento, nos meses adiantes, porque foi dificil para o meu namorado a penetração, eu fui o passivo. Mas não parámos de tentar.
A nota mais importante é que quando tentamos exactamente a mesma posição, sendo eu o activo e ele o passivo, não resultou! Foi então noutra posição que mais tarde conseguimos. A posição foi de lado, eu atrás dele, e ele com uma perna atrás da minha.

Resta-me dizer que, muito amor, paciência, a utilização de um lubrificante à base de água e uma boa estimulação do perímetro anal, podem resultar numa primeira experiência sem dores no sexo anal. E que, não há posições sucesso para todos. O ideal é que em conjunto com o parceiro descubram o melhor para os dois. Porque, apesar do mito que existe na comunidade gay, principalmente trazido pelas séries, pelos filmes e sites pornos, o sexo anal é possivel sem dor.
Com muito prazer me despeço,

sempre com preservativo,

Amaciador
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*Nota: Continuaremos a procurar imagens exemplificativas das posições que não sejam demasiadamente pornográficas para este site

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Love, passion, sex: All night long

Quando se tem um namorado, se vive em casa dos pais e estes tendem em não sair de casa, cria-se um sério problema. Depois de sair. De beber um copo ou outro, a chama, para não lhe dar outro nome, está completamente acessa. Os corpos, de dois seres enamorados, completamente sequiosos de amor. De sexo. E nos homens não é preciso explicar muito o que acontece. Torna-se impossível travar pelos beijos. É pelo menos complicadíssimo.

Como fazem vocês?

Nós temos de arriscar. Chegamos a estar duas semanas (num máximo quase impossível) sem fazermos amor um com o outro. Então, procura-se um descampado. Vai-se num carro para o meio de nenhures. E aí, os corpos nudos, unem-se e são um só.
Porque não vão para um quarto: estarão vocês a pensar. Ao que respondo: têm dinheiro para pagar por um quarto todas as vezes que queira estar em intimidade com os vossos namorados? Nós não temos. Infelizmente.

E, caso sejam como nós, nunca foram apanhados numa situação mais delicada? Nós já. Duas vezes. E agora andamos sem saber o que fazer. Passou duas vezes ao pé de nós um carro da GNR. E nós tentamos não ir para o mesmo sítio! Já aconteceu passarem pessoas a pé (enquanto estávamos em locais que não têm passagem de pessoas!), enquanto estávamos em pleno!

Resultado: constrangimento, desejo desenfreado, descontrolo, frustração, por falta de um sitio para amar.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Johnson and Johnson

De entre muitos lubrificantes, este é o mais acessível no preço, na qualidade, e por ser à base de àgua, não corroi o preservativo (eh, eh). É lógico que há muitas opções de lubrificantes, mas pronto para mim este serve perfeitamente, pois já não posso viver sem ele, nem quero imaginar se não existisse. Como seria antes de inventarem estes produtos, muito doloroso!!! Ou então muito a base de manteigas, óleos, azeite, nem sei, lolol, melhor não deixar a minha imaginação divagar muito, é perigosa, não quero ficar enjoado, tenho um estômago sensível, lol.

Tudo isto para fazer um post a agradecer a existência deste produto, para evitar ficar assado, não há melhor, lol. Já agora se conhecerem produtos melhores com a mesma qualidade, digam, não sejam timidos, lolol.

Boas lavagens...

terça-feira, 17 de abril de 2007

Anal Sex

O sexo anal é praticado maioritariamente por gays, ainda que exista alguns casais hetero a praticá-lo. Por vezes, pergunto-me se sabemos como o fazer. Por exemplo, sabemos dar o maior prazer possível ao parceiro?, qual a forma mais higiénica?, que preliminares se podem fazer? Decidi então fazer um busca lol
Para meu espanto (ou não), o resultado de uma busca reencaminha-nos para... a Wikipedia... lol. Para não estar a inventar, deixo partes do texto que achei interessantes...

  • O sexo anal é uma prática sexual que se caracteriza pela introdução do pénis no interior do ânus do parceiro. Entre Homens, tal prática é uma forma de obter prazer durante a relação sexual, o que normalmente acontece, não causando qualquer dano à elasticidade anal.
  • A região anal é uma das zonas erógenas mais sensíveis do corpo humano, por isso o acto pode, por si só, levar a pessoa penetrada ao orgasmo. Ainda que os estímulos que proporcionam o orgasmo não sejam inteiramente da ordem física/tátil, a prática pode ser altamente prazeirosa. Por não haver lubrificação natural na região do esfíncter anal, as primeiras experiências podem gerar dor e sangramentos, factos que podem ser atenuados e até eliminados com o uso de substâncias lubrificantes próprias, a fim de facilitar a introdução do pênis, ou quaisquer outros objectos semelhantes. A preliminar anilingus é muito importante na preparação do ânus para receber o pênis, já que a mesma relaxa o esfíncter anal. Há de se lembrar que o sexo anal pode fazer com que o pênis do activo fique sujo com fezes, se o passivo não tiver havido efetuado a devida limpeza do cólon.

E agora o mais importante, que cuidados ter, segundo a wikipédia para TI....

  • Sem as devidas precauções, para o homem que penetra, existe o perigo de entrada de fezes no canal da uretra, causando infecções que se estendem ao testículo, portanto recomeda-se a devida limpeza do cólon. Para evitar estas situações, assim como para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, é recomendável tanto a utilização de preservativo para o sexo anal quanto uma lavagem rectal prévia (Clister). Para evitar ou amenizar eventuais dores, é geralmente recomendada lubrificação feita com produtos adequados.


Caso para dizer, boas Lavagens

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Omo


Tudo na vida gira à volta de sexo. A vida é sexo. A frase não é nossa, de todo. Mas estaríamos a mentir se disséssemos que não concordamos. Isto porque é forte convicção nossa que as relações poderão ter o companheirismo, o amor e a felicidade conjunta como objectivo final. No entanto, este companheirismo partilhado, quando se trata de pessoas entre os vinte e os cinquenta, sessenta e muitos anos (enquanto a vida sexual activa for possível, seja em que idade for), sobrevive graças à interacção e à química despoletada nestes momentos rubros de sentir.

Isto porque não há outro momento em que um casal seja tão uno. Aliás, as relações durante o período jovem sobrevivem acima de tudo graças à realização das fantasias sexuais entre o casal. Muito poucas são as relações onde o amor é mais forte do que o sentir. E este sentir é paixão, é prazer, é emoção… E acima de tudo, perdoem-nos: È Tesão!

Isto é verdade para qualquer orientação sexual. Para um homem, hetero, um par de mamas, é um par de mamas. Assim como para uma lésbica (vai-se lá perceber porque – lol). No entanto, para nós, homens, gays, homossexualíssimos!, bissexualíssimos!, a verdade é outra. Talvez porque as relações sexuais sejam mais complexas. Elas ainda vivem na fantasia de que o sexo é importante q.b. Pois aprendam minhas senhoras: se quiserem prender o vosso namorado, marido e amante, terão de estar com ele nas coisas que gosta (obviamente) e nos outros pontos que estarão a pensar todos… mas!, e sobretudo… À altura um do outro na cama! E falamos para as mulheres, quando nos perguntamos se não deveríamos estar a falar para os homens heterossexuais! Afinal, são elas que se queixam que (eles) não lhes dão prazer! (Já nem falamos na história de milhões de mulheres pelo mundo fora em relações-sexuais-sem-conta sem um único orgasmo! – é uma tristeza.)

Mas como estávamos a dizer, entre homens, gays, é diferente. Nós sabemos o que queremos uns dos outros. Não há dúvida. E não me venham com pré-conceitos negativos! Queremos sem dúvida carinho, amor e atenção. Todos aqueles carinhos que nos faltaram durante a adolescência, se calhar durante a idade jovem, e em alguns casos (mais graves) na idade adulta.

Quanto ao sexo, a diferença entre heterossexuais e homossexuais é clara! Já lá vai o tempo da homossexualidade burra! Hoje somos, sem dúvida, mais informados, mais interessados, e até melhores!!!, do que os hetero na cama. Podem perguntar a qualquer mulher hetero que tenha estado na cama com um gay (vai-se lá saber onde estava o rapaz com a cabeça).
Isto tudo para vos dizer, que é para isso que aqui estamos! Para vos falar de amor, para vos falar do portuguese gay lifestyle do século XXI. Para contar as vivências, alegrias, tristezas, lutas e dificuldades de dois gays nesta pequena capital da homossexualidade na Europa que é Lisboa. E mais do que tudo, para vos falar de sexo! Puro e duro. Mas não num estilo brejeiro e doente. Antes, num estilo educado, numa linguagem sem tabus, informada, e tratada como qualquer outro assunto – com alguma maturidade, muito prazer, e acima de tudo, uma pitada de amor, romance e loucura.
Votos de muito prazer!,
Amaciador & Cápsulas