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segunda-feira, 23 de abril de 2007

Love, passion, sex: All night long

Quando se tem um namorado, se vive em casa dos pais e estes tendem em não sair de casa, cria-se um sério problema. Depois de sair. De beber um copo ou outro, a chama, para não lhe dar outro nome, está completamente acessa. Os corpos, de dois seres enamorados, completamente sequiosos de amor. De sexo. E nos homens não é preciso explicar muito o que acontece. Torna-se impossível travar pelos beijos. É pelo menos complicadíssimo.

Como fazem vocês?

Nós temos de arriscar. Chegamos a estar duas semanas (num máximo quase impossível) sem fazermos amor um com o outro. Então, procura-se um descampado. Vai-se num carro para o meio de nenhures. E aí, os corpos nudos, unem-se e são um só.
Porque não vão para um quarto: estarão vocês a pensar. Ao que respondo: têm dinheiro para pagar por um quarto todas as vezes que queira estar em intimidade com os vossos namorados? Nós não temos. Infelizmente.

E, caso sejam como nós, nunca foram apanhados numa situação mais delicada? Nós já. Duas vezes. E agora andamos sem saber o que fazer. Passou duas vezes ao pé de nós um carro da GNR. E nós tentamos não ir para o mesmo sítio! Já aconteceu passarem pessoas a pé (enquanto estávamos em locais que não têm passagem de pessoas!), enquanto estávamos em pleno!

Resultado: constrangimento, desejo desenfreado, descontrolo, frustração, por falta de um sitio para amar.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Omo


Tudo na vida gira à volta de sexo. A vida é sexo. A frase não é nossa, de todo. Mas estaríamos a mentir se disséssemos que não concordamos. Isto porque é forte convicção nossa que as relações poderão ter o companheirismo, o amor e a felicidade conjunta como objectivo final. No entanto, este companheirismo partilhado, quando se trata de pessoas entre os vinte e os cinquenta, sessenta e muitos anos (enquanto a vida sexual activa for possível, seja em que idade for), sobrevive graças à interacção e à química despoletada nestes momentos rubros de sentir.

Isto porque não há outro momento em que um casal seja tão uno. Aliás, as relações durante o período jovem sobrevivem acima de tudo graças à realização das fantasias sexuais entre o casal. Muito poucas são as relações onde o amor é mais forte do que o sentir. E este sentir é paixão, é prazer, é emoção… E acima de tudo, perdoem-nos: È Tesão!

Isto é verdade para qualquer orientação sexual. Para um homem, hetero, um par de mamas, é um par de mamas. Assim como para uma lésbica (vai-se lá perceber porque – lol). No entanto, para nós, homens, gays, homossexualíssimos!, bissexualíssimos!, a verdade é outra. Talvez porque as relações sexuais sejam mais complexas. Elas ainda vivem na fantasia de que o sexo é importante q.b. Pois aprendam minhas senhoras: se quiserem prender o vosso namorado, marido e amante, terão de estar com ele nas coisas que gosta (obviamente) e nos outros pontos que estarão a pensar todos… mas!, e sobretudo… À altura um do outro na cama! E falamos para as mulheres, quando nos perguntamos se não deveríamos estar a falar para os homens heterossexuais! Afinal, são elas que se queixam que (eles) não lhes dão prazer! (Já nem falamos na história de milhões de mulheres pelo mundo fora em relações-sexuais-sem-conta sem um único orgasmo! – é uma tristeza.)

Mas como estávamos a dizer, entre homens, gays, é diferente. Nós sabemos o que queremos uns dos outros. Não há dúvida. E não me venham com pré-conceitos negativos! Queremos sem dúvida carinho, amor e atenção. Todos aqueles carinhos que nos faltaram durante a adolescência, se calhar durante a idade jovem, e em alguns casos (mais graves) na idade adulta.

Quanto ao sexo, a diferença entre heterossexuais e homossexuais é clara! Já lá vai o tempo da homossexualidade burra! Hoje somos, sem dúvida, mais informados, mais interessados, e até melhores!!!, do que os hetero na cama. Podem perguntar a qualquer mulher hetero que tenha estado na cama com um gay (vai-se lá saber onde estava o rapaz com a cabeça).
Isto tudo para vos dizer, que é para isso que aqui estamos! Para vos falar de amor, para vos falar do portuguese gay lifestyle do século XXI. Para contar as vivências, alegrias, tristezas, lutas e dificuldades de dois gays nesta pequena capital da homossexualidade na Europa que é Lisboa. E mais do que tudo, para vos falar de sexo! Puro e duro. Mas não num estilo brejeiro e doente. Antes, num estilo educado, numa linguagem sem tabus, informada, e tratada como qualquer outro assunto – com alguma maturidade, muito prazer, e acima de tudo, uma pitada de amor, romance e loucura.
Votos de muito prazer!,
Amaciador & Cápsulas