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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cientista italiano diz que humanidade será bissexual


«O homem está perdendo suas características e tende a se transformar numa figura sexualmente ambígua, enquanto a mulher está se tornando mais masculina. Desta forma a sociedade evolui para um modelo único
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------ NOTA OMO'S: Também já nos tinhamos apercebido disto.No entanto, discordamos quando diz que o homem se transforma numa figura sexualmente ambígua. Antes, uma figura mais femenina. Levando, assim-sim, a um modelo único. ------

Na opinião do cientista, o sexo no futuro será apenas um gesto de demonstração de afeto e não terá fins reprodutivos. Por esta razão, defende, poderá ser praticado entre pessoas de sexos opostos ou não.

------ NOTA OMO'S: A ideia de sexo como fim reprodutivo, remonta a milénios de existência do ser humano, com base nas caraterísticas animais, que ainda hoje em dia alguns teóricos defendem. Além dos motivos "naturais", existem ainda os socio-culturais, fomentados pela igreja católica e a sua doutrina da "reprodução dos filhos de Deus".------

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Na opinião do médico, num futuro não muito próximo, a sociedade poderia ser organizada como o mundo das abelhas. A maior parte de seus membros seria praticamente assexuada e só uma pequena parte se dedicaria à reprodução. "A diferença é que os homens são inteligentes e isto produz reações sentimentais, além de fisiológicas", afirmou Veronesi

------ NOTA OMO'S: Temos, desde à algum tempo uma teoria semelhante a esta. Mas não se baseia na vivência das abelhas abelhas. É um mesclo entre os veados e os leões, aliás, veados e leoas. O futuro será, homens com homens, e mulheres com mulheres. Os dois sexos apenas se cruzarão para procriação. É assim que já hoje acontece com os veados que têm várias fêmeas para fecundar na época de acasalamento. No caso das mulheres, elas construirão matriarcados, como as leoas. E todas protegeram as crias umas das outras. Pode para ser um pouco primário e rudimentar, mas faz um certo sentido se analisarmos de um ponto de vista mais abstracto a sociedade ocidental.-----

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Para Facchini, a separaçao entre reprodução e sexualidade humana não é positiva. "Separar a reprodução da sexualidade e do núcleo familiar não pode ser visto como uma vantagem para a espécie humana. A reprodução nao é apenas encontro de gametas, implica relação entre duas pessoas", declarou Facchini ao Corriere della Sera.»

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Omo


Tudo na vida gira à volta de sexo. A vida é sexo. A frase não é nossa, de todo. Mas estaríamos a mentir se disséssemos que não concordamos. Isto porque é forte convicção nossa que as relações poderão ter o companheirismo, o amor e a felicidade conjunta como objectivo final. No entanto, este companheirismo partilhado, quando se trata de pessoas entre os vinte e os cinquenta, sessenta e muitos anos (enquanto a vida sexual activa for possível, seja em que idade for), sobrevive graças à interacção e à química despoletada nestes momentos rubros de sentir.

Isto porque não há outro momento em que um casal seja tão uno. Aliás, as relações durante o período jovem sobrevivem acima de tudo graças à realização das fantasias sexuais entre o casal. Muito poucas são as relações onde o amor é mais forte do que o sentir. E este sentir é paixão, é prazer, é emoção… E acima de tudo, perdoem-nos: È Tesão!

Isto é verdade para qualquer orientação sexual. Para um homem, hetero, um par de mamas, é um par de mamas. Assim como para uma lésbica (vai-se lá perceber porque – lol). No entanto, para nós, homens, gays, homossexualíssimos!, bissexualíssimos!, a verdade é outra. Talvez porque as relações sexuais sejam mais complexas. Elas ainda vivem na fantasia de que o sexo é importante q.b. Pois aprendam minhas senhoras: se quiserem prender o vosso namorado, marido e amante, terão de estar com ele nas coisas que gosta (obviamente) e nos outros pontos que estarão a pensar todos… mas!, e sobretudo… À altura um do outro na cama! E falamos para as mulheres, quando nos perguntamos se não deveríamos estar a falar para os homens heterossexuais! Afinal, são elas que se queixam que (eles) não lhes dão prazer! (Já nem falamos na história de milhões de mulheres pelo mundo fora em relações-sexuais-sem-conta sem um único orgasmo! – é uma tristeza.)

Mas como estávamos a dizer, entre homens, gays, é diferente. Nós sabemos o que queremos uns dos outros. Não há dúvida. E não me venham com pré-conceitos negativos! Queremos sem dúvida carinho, amor e atenção. Todos aqueles carinhos que nos faltaram durante a adolescência, se calhar durante a idade jovem, e em alguns casos (mais graves) na idade adulta.

Quanto ao sexo, a diferença entre heterossexuais e homossexuais é clara! Já lá vai o tempo da homossexualidade burra! Hoje somos, sem dúvida, mais informados, mais interessados, e até melhores!!!, do que os hetero na cama. Podem perguntar a qualquer mulher hetero que tenha estado na cama com um gay (vai-se lá saber onde estava o rapaz com a cabeça).
Isto tudo para vos dizer, que é para isso que aqui estamos! Para vos falar de amor, para vos falar do portuguese gay lifestyle do século XXI. Para contar as vivências, alegrias, tristezas, lutas e dificuldades de dois gays nesta pequena capital da homossexualidade na Europa que é Lisboa. E mais do que tudo, para vos falar de sexo! Puro e duro. Mas não num estilo brejeiro e doente. Antes, num estilo educado, numa linguagem sem tabus, informada, e tratada como qualquer outro assunto – com alguma maturidade, muito prazer, e acima de tudo, uma pitada de amor, romance e loucura.
Votos de muito prazer!,
Amaciador & Cápsulas