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sábado, 5 de maio de 2007

Lesbian Sex (2)

Em razão da educação machista e da pressão social, muita atenção ainda é dada à aparência física das mulheres, mas pouca à sua saúde. Assim, desde pequenas, aprendemos a fazer do espelho um aliado nos constantes exames que realizamos de nosso visual, mas não recebemos estímulo para conhecer os órgãos internos e suas funções, embora este conhecimento seja essêncial para a manutenção da saúde e, consequentemente, da própria boa aparência com a qual tanto sonhamos.

Para as mulheres que tem sexo com outras mulheres, a história não é diferente. Há inclusive, em muitos casos, uma agravante: muitas lésbicas não tomam cuidados ginecológicos básicos por considerá-los desnecessários já que - dizem - não tem sexo com homens. Em oficinas sobre a sexualidade, nota-se também um grande desconhecimento, da parte de várias, sobre como são os órgãos genitais internos, uma ignorância perigosa frente às doenças sexualmente transmissíveis (DST), o cancro da mama e o cervical. Talvez, por isso, inclusive, a literatura médica internacional tenha apontando uma grande incidência do cancro tanto da mama como o do útero, entre mulheres que tem sexo com outras mulheres.

Neste livro, portanto, propomos iniciar um processo de informação, da população lésbica e bissexual, sobre a importância dos cuidados com a saúde em geral, e com a ginecológica em particular, bem como com a prevenção às DST e à Sida.

Vamos dar uma olhada nos órgãos internos e externos, aprender a fazer auto-exame dos seios, conhecer as DST mais comuns, incluindo a Sida. Aprender a fazer sexo seguro, enfim, vamos conhecer dicas básicas de saúde que nos capacitem a ser participantes activas no nosso próprio bem-estar.


Pesquisa e edição: Míriam Martinho
Assessoria: Telma Cavalheiro
Colaboração: Luiza Granado e Tiny Figueiredo

Projeto Mulheres & Mulheres: Prazer sem Medo
financiamento: CN-DST/AIDS do Ministério da Saúde e Unesco

realização: Rede de Informação Um Outro Olhar
1 edição: março/1995
2 edição: julho/2000
Versão para Internet – março de 2004



Notas OMO:
Mais informação sobre a cartilha e o seu formato digital, no título do post, tem o link, é clicar sobre ele.

sábado, 28 de abril de 2007

Lesbian Sex





Notas OMO:
No título deste post tem o Link da pagina de onde retirei a informação, vale a pena explorar a, pode haver outras coisas que também suscitem interesse.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

When Sex is Really Dirty

Atenção: Este post não é aconselhável a cardíacos, pessoas com muita imaginação ou católicos praticantes (lol)


Vamos por partes:

1. Sexo é tabu. Sexo anal é tabu. Sexo entre dois homens é tabu. Sexo anal entre dois homens é muito muito tabu.
2. Como qualquer outro ser vivo na terra eu pratico sexo. Como talvez qualquer outro homem, eu gosto de sexo anal. Tal como todos os homossexuais masculinos, eu gosto de sexo anal com outros homens. E de certeza que tanto a heteros como a homossexuais, às vezes, acontecem complicações antes, durante e após o acto sexual.
3. E é disso que vos venho aqui falar hoje. De mais um problema que pode acontecer durante o sexo.
4. É preciso ainda esclarecer que considero que há um certo pudor na conversa sexual, especificamente na conversa sobre o sexo gay. E estranhamente entre gays. Eu, no entanto, tenho a sorte de estar rodeado de uma série de amigos e amigas cujo sexo é falado naturalmente, e às vezes com uma certa piada ou gozo. Isso talvez me tenha feito encarar as coisas de uma maneira simples, prática e descomplexada.

Posto esta sequência de ideias, aqui vai!:

Quando dois homens estão "prontos" para iniciar o acto sexual, estou a referir-me à penetração, existe alguma dificuldade para começar. Dificuldade que já aqui falei.
No entanto, surgem outras questões. A que vos venho aqui hoje falar é sobre a limpeza e higiente do ânus para preparação do sexo anal.
Muito tenho ouvido falar, durante longas conversas entre amigos (gays) e amigas (hetero), que já lhes aconteceu, durante o sexo anal, sujarem o parceiro. Alguns deles, principalmente elas, correram até mim a perguntar o que poderiam fazer, porque ficavam constrangidas.
Não me considero nenhum especialista no assunto, no entanto, sei porque vieram ter comigo: Não resisto a responder a uma boa questão.

Foi então que me pus a debruçar sobre o assunto. Até porque já nos tinha acontecido - a mim e ao meu namorado. E ficamos bastante constrangidos. No meu ponto de vista, o mais importante, se alguma vez acontecer é transmitir segurança ao parceiro. E falo tanto a um namorado, como a um one-night-stand. Não há coisa melhor do que a compreensão para lidar com estas situações. Afinal, estamos a partilhar, naquele momento uma íntimidade nossa com outrem.
Depois da questão posta por essa amiga, e após acontecerem umas vezes, começamos a ficar preocupados e questionamo-nos: Que soluções? Será que deveríamos ter um cuidado higiénico específico? Talvez usar um clister?
A nossa resposta é simples. Não há muito a fazer. Até porque não é uma questão de higiene! Não nos podemos esquecer que aquele local é, a nível primário, uma zona de evacuação das impurezas sólidas do nosso corpo, assim como os órgãos sexuais (leia-se pénis e vagina), são primariamente para evacuação das impurezas liquidas.

Logo, é preciso perceber, que se acontecer, é perfeitamente normal. E que a higiene que deve ser feita é a normal diária, no banho.
Depois destas conclusões, questionamos de novo: Mas será que não existe pelo menos alguma maneira de atenuar o problema? Foi então que começamos a fazer umas experiências.

Então as dicas são:

Primeiro, claro que podem fazer clisteres, mas senhores e senhoras, sejam realistas. Se eu fizer sexo 7 dias por semana, não vou fazer um clister diário, nem um clister semanal. Primeiro não é muito aconselhável, nem muito agradável. Sejam moderados. De vez enquanto até que pode ser, mas por rotina, não me parece muito lógico, nem muito natural. E quem já fez perceber-me-á.
Um clister, muito resumidamente "força" a saída de todas as impurezas no nosso intestino. Por isso cuidado, porque podem até ficar mais tempo do que estavam à espera na casa de banho(lol).
A segunda dica, é uma espécie de substituição do clister. Surgiu porque não somos adeptos dele. Depois de muito conversar, decidimos, que se pudéssemos, sempre antes praticar sexo anal iríamos à casa de banho evacuar e de seguida lavar-nos. Quando esta solução não é possível percebemos ainda outra coisa. Todos nós vamos à casa de banho pelo menos uma vez por dia. Assim sendo, se fizermos sexo anal antes da evacuação diária ter sido efectuada, o risco de acontecer algo menos próprio durante o sexo é maior do que se já tivermos ido à casa de banho.
Não esquecer ainda, que usar o preservativo é fundamental para a saúde tanto do activo como do passivo. Mas não somos ingénuos. Sabemos perfeitamente que muitos são os que praticam sem preservativo. E no que diz respeito a estes casos, só tenho dois conselhos a dar.

Primeiro: Se não tiverem ido à casa de banho, façam um favor a vocês próprios e usem um preservativo.
Segundo: Fiquem conscientes e alertados para o facto da taxa de infectados com o vírus da sida, na comunidade gay, estar a aumentar outra vez. Nomeadamente na geração que tem actualmente entre os 18 e os 26 anos. E não falo de um pequeno aumento. Falo de cerca de 5% no último ano (E desculpem-me se não estiver a ser fiel aos números). A ideia importante é: lá porque não vêm os vossos amigos gays a morrer, isso não significa que não aconteça a outros. Ou até que vos venha a acontecer.

Assim sendo, resta-me dizer novamente que a solução para todos os problemas está no seio do casal. E que os dois devem falar e debater os problemas que se apresentam, de modo a sentir uma maior segurança, confiança e mais facilmente tratar/resolver todas as barreiras que vos apareçam.
Com muito prazer me despeço,
sempre com preservativo,
Amaciador