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quinta-feira, 19 de abril de 2007

Gay men at gym: A case of decency


Uma das coisas que mais me agrada num ginásio é a possibilidade de expandir toda a minha adrenalina acumulada numa semana de trabalho. Há, no entanto, um certo tabu. Diria até um certo silêncio que me incomoda nos ginásios. Nota-se em determinadas pessoas o olhar de busca por corpo. Confesso: faz-me confusão. Uma coisa é sexo - E garanto-vos que não haverá coisa que goste mais de fazer - Outra coisa é predação. E ainda que não se fale, todos nós sabemos que é no ginásio onde se encontra a grande maioria destas pessoas. Concerteza que os outros se encontram ou no gaydar ou no irc ou ainda na praia 19 (no que diz respeito à comunidade lgbt). Tudo isto para vos dizer que quer entre gays, quer entre heteros, há sempre uns depravados que não param de olhar para os outros. No caso dos hetero, parece-me que são as mulheres as mais afectadas com este problema. E no nosso caso, seremos nós, sem dúvida, novos, que ao olho de outros nos tornamos apetecíveis. (E não falo no meu caso, lol) Também não vos digo que sou um anjo, porque não sou. Claro que um rapaz bonito me faz olhar; claro que uma rapariga para mim especial (espécie rara) também me faz olhar. Mas não fico a olhar constantemente. E muito menos a passear-me pelos balneários nu, enquanto lavo os dentes, me penteio, enquanto faço trinta-por-uma-linha e me ponho a falar com outros homens que desconheço, também nus!
É como vos digo, nos ginásios é preciso ter-se decência. E falo tanto quanto à higiente, como à consciência q.b. no que diz respeito à nudicidade. Por último, resta-me dizer que, apesar de existir uma grande frequência de homossexuais nos ginásios, que também existem heteros. E estes (geralmente com o que eu chamaria de obsessão pelo corpo), que se andam a mostrar, de um lado para o outro, de piloca a-dar-que-dar, enquanto dão palmadinhas no rabo e nas costas do amigo que, por acaso, também está nu, é, em primeiro caso, o primeiro apreciador de corpos masculinos. Até porque a maioria dos gays tenta ser discreto.

Dito isto: não nos culpem a nós, gays/bis, por indecência! Olhem antes para o vosso umbigo(hetero) e pensem no que rodeia o vosso mundo, porque nós somos tão ou mais humanos do que vocês, e porque nós somos tão bons ou melhores no que diz respeito a decência.

Tenho dito!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Omo


Tudo na vida gira à volta de sexo. A vida é sexo. A frase não é nossa, de todo. Mas estaríamos a mentir se disséssemos que não concordamos. Isto porque é forte convicção nossa que as relações poderão ter o companheirismo, o amor e a felicidade conjunta como objectivo final. No entanto, este companheirismo partilhado, quando se trata de pessoas entre os vinte e os cinquenta, sessenta e muitos anos (enquanto a vida sexual activa for possível, seja em que idade for), sobrevive graças à interacção e à química despoletada nestes momentos rubros de sentir.

Isto porque não há outro momento em que um casal seja tão uno. Aliás, as relações durante o período jovem sobrevivem acima de tudo graças à realização das fantasias sexuais entre o casal. Muito poucas são as relações onde o amor é mais forte do que o sentir. E este sentir é paixão, é prazer, é emoção… E acima de tudo, perdoem-nos: È Tesão!

Isto é verdade para qualquer orientação sexual. Para um homem, hetero, um par de mamas, é um par de mamas. Assim como para uma lésbica (vai-se lá perceber porque – lol). No entanto, para nós, homens, gays, homossexualíssimos!, bissexualíssimos!, a verdade é outra. Talvez porque as relações sexuais sejam mais complexas. Elas ainda vivem na fantasia de que o sexo é importante q.b. Pois aprendam minhas senhoras: se quiserem prender o vosso namorado, marido e amante, terão de estar com ele nas coisas que gosta (obviamente) e nos outros pontos que estarão a pensar todos… mas!, e sobretudo… À altura um do outro na cama! E falamos para as mulheres, quando nos perguntamos se não deveríamos estar a falar para os homens heterossexuais! Afinal, são elas que se queixam que (eles) não lhes dão prazer! (Já nem falamos na história de milhões de mulheres pelo mundo fora em relações-sexuais-sem-conta sem um único orgasmo! – é uma tristeza.)

Mas como estávamos a dizer, entre homens, gays, é diferente. Nós sabemos o que queremos uns dos outros. Não há dúvida. E não me venham com pré-conceitos negativos! Queremos sem dúvida carinho, amor e atenção. Todos aqueles carinhos que nos faltaram durante a adolescência, se calhar durante a idade jovem, e em alguns casos (mais graves) na idade adulta.

Quanto ao sexo, a diferença entre heterossexuais e homossexuais é clara! Já lá vai o tempo da homossexualidade burra! Hoje somos, sem dúvida, mais informados, mais interessados, e até melhores!!!, do que os hetero na cama. Podem perguntar a qualquer mulher hetero que tenha estado na cama com um gay (vai-se lá saber onde estava o rapaz com a cabeça).
Isto tudo para vos dizer, que é para isso que aqui estamos! Para vos falar de amor, para vos falar do portuguese gay lifestyle do século XXI. Para contar as vivências, alegrias, tristezas, lutas e dificuldades de dois gays nesta pequena capital da homossexualidade na Europa que é Lisboa. E mais do que tudo, para vos falar de sexo! Puro e duro. Mas não num estilo brejeiro e doente. Antes, num estilo educado, numa linguagem sem tabus, informada, e tratada como qualquer outro assunto – com alguma maturidade, muito prazer, e acima de tudo, uma pitada de amor, romance e loucura.
Votos de muito prazer!,
Amaciador & Cápsulas